Monthly Archives: Outubro 2009

Neo Entrevista

Em entrevista para Neo Franciscanos: Irmãs da Casa Fraterna Nossa Senhora das Dores, Campinas (SP), falam a respeito de quando entraram para a Fraternidade Toca de Assis,  por quais cidades e casas  já passaram e contam também sobre desejos, saudades e vontades.

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Outras Questões

Sexualidade – Uma visão humana, freudiana e franciscana

Por Augusto César Fortes

Analisando no homem o instinto sexual, chego a três grandes visões. A primeira, a visão humana e como o homem banaliza a ferramenta básica de reprodução. No segundo caso, a visão da psicanálise, e essa de modo muito superficial por não ter domínio dos estudos, apenas orientações. E a visão dos toqueiros em relação ao assunto, uma vez que um de seus três votos é a castidade.

O instinto sexual é algo natural, num processo intrínseco a todo animal do planeta. Não há de se saber de algum animal que não tenha seu cio, seu período fértil e seu rito de reprodução, que não passe por um processo de acasalamento, sendo este desencadeado por um instinto único: o de se reproduzir, de praticar o ato sexual. A obviedade a ser citada é a de que o único ser capaz de, racionalmente, tentar controlar estes impulsos é o homem, lembrando que a descoberta do corpo, as alterações hormonais e a preparação do corpo na puberdade, tendem a prepará-los para o ato culminante de se reproduzirem e assim praticarem o sexo.

Para o homem, em senso comum, descarto aqui quaisquer tipos de apologias ou movimentos que enaltecem ou desprezam as relações. O ato sexual tornou-se fonte de prazer banal, esquecendo-se da função primordial: a reprodução. Existe, hoje, uma visão comercial do sexo, seja em forma de produtos, seja em forma de divulgação, como apelo em geral. A sexualidade, atualmente, vende. É o melhor mercado e o de maior visibilidade. E quanto mais explícito, melhor. Isso porque o homem aprende desde cedo que aquilo que seria um órgão a mais em seu corpo, assim como o fígado, o pulmão e o coração, pode lhe fornecer prazer, acima de tudo. Descarto aqui, também, qualquer relação a doenças sexualmente transmissíveis, infortúnios como estupros, impotência ou outras tristezas relacionadas ao sexo para objetivar o ideal: o sexo é fonte inesgotável de prazer, prazer inebriante e gratuito, portanto, VENDE. Essa é a visão banal de todo um sistema reprodutor capaz de realizar o grande mistério universal: conceber a vida!

Para Freud, a fase da descoberta sexual do homem está em seus primeiros anos de vida, ligada ao desenvolvimento do Id. Vale explicar, de modo extremamente sucinto, que Freud neste momento, seduzido pelos estudos gregos de Platão, em sua aula de Filosofia, identifica o Id como uma das três divisões da alma do homem (Id, Superego, Ego) e é regido pelo princípio do prazer. É a reserva inconsciente dos desejos e impulsos de origem genética, voltados para a preservação e propagação da vida.

E finalmente, para um irmão consagrado, membro da Toca de Assis, morador das Casas Fraternas, o instinto sexual permanece latente em sua mente sendo controlado por seu voto de castidade que o inibe da visão sexualizada de qualquer assunto, seja ele comercial, seja ele ligado à carne ou pela simples fisiologia humana.


Mas para que foram apontadas estas três visões do instinto sexual e sua aplicabilidade neste texto?


A questão a que quero chegar com toda esta explicação é  a de que se o ato sexual é algo fisiológico, natural do homem, porque inibi-lo criando o voto de castidade, tornando assim o franciscano alguém que não pertence ao senso comum, diferenciando-o daqueles que tanto quer se aproximar na caridade para provarem que são tão iguais a ponto de se chamarem irmãos? E também, assim banalizar o fundamento principal do instinto sexual no homem que é a reprodução? Daí me pergunto: será que para eles que vivem tão puramente, o ato de se reproduzirem seria visto com os olhares do senso comum, uma vez que eles não compreendem este grupo? E ainda questiono mais: será justo deixar este desejo latente e optar por ocultar os reais anseios? E ainda não me privo a questionar: como Freud veria esta postura de suprimir um desejo involuntário que interfere até em seu processo de desenvolvimento do Id?

É como em conversa com um desses amigos toqueiros (e podem acreditar que isso de fato aconteceu, não causo aqui efeito sensacionalista  e sim relato, sem divulgar minha fonte, uma entrevista fornecida): “somos homens, somos feitos de carne e osso. Portanto, temos desejos também.”

A resposta talvez esteja em frustrações vividas no passado por estas pessoas e que lhe abriram os horizontes para a solução de terem uma vida em caridade. Frustrações estas em relacionamentos que se perderam, na falta destes relacionamentos que talvez nunca acontecessem, no uso de drogas, na vida de abandono nas ruas e nos albergues, na infertilidade ou pelo chamado vocacional que inunda os corações destes irmãos de fé no amor pelo Divino Mestre.

Então, para quê assumir a responsabilidade de dizer que negará ao instinto sexual se ele é tão divino quanto natural uma vez que estes irmãos de fé compreendem um grupo que não enxerga o mundo com os mesmos olhos do homem? Até quando eles se submeterão a sentirem o desejo fisiológico pela fêmea que os atrai, pelo cheiro do outro corpo que os instiga, pelas poluições noturnas (e pode parecer redundante, mas tenho que ressaltar que são involuntárias) e culminarem tudo isso em uma masturbação cheia de culpas por irem contra um voto feito e que pouco traz significância? Visto que se os irmãos são tão caridosos e divinos, habitar o mundo com filhos criados em berço tão magistral apenas traria uma nova geração de corações em fé e harmonia.

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Carisma Franciscano e os Votos dos Consagrados

Entenda o carisma e os votos Franciscanos, o que representa cada voto para os membros da Toca, como é a preparação e aceitação dos votos consagrados

Por João Paulo Costa Jr.

Não há como falar dos votos de pobreza, castidade e obediência sem antes entender o carisma Franciscano que é a base de sustentação destes mesmos votos. A palavra carisma, vem do grego “cháris” que significa graça e dom divino.

Alicerçados pelo Evangelho e lembrando o que diz Mateus: “Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome eu estarei no meio deles”(Mt 18,20) e “todo aquele que tenha deixado casa ou irmãos ou irmãs ou pai ou mãe ou filhos, ou terras, por causa do meu nome, receberá muito mais e herdará a vida eterna” (Mt 19.29), os Toqueiros se reúnem em Casas Fraternas e procuram se amar em plenitude como se fosse uma família de Deus. Todos os membros passam por um processo de consagração e após serem consagrados nos votos de pobreza, castidade e obediência, deixam seus nomes civis para trás, passando a assinar um nome religioso e a personificar neles próprios, estes ideais.

Para viverem suas vidas de cristãos pautadas na fé, na comunhão e no auxílio aos mais necessitados, é necessário entender o “Carisma Franciscano” que os chama a se consagrarem nos votos de pobreza, castidade e obediência. “Os votos que fazemos nos fortalecem na vivência de uma vida religiosa, isenta das coisas do mundo. “O que sinto por Deus e pelos irmãozinhos que ajudamos, é muito maior que à própria renúncia dos bens materiais e da carne.” afirma irmão Petrus, membro da Fraternidade Aliança São José, em Belo Horizonte.

Os três votos têm sua fonte na Sagrada Escritura e constituem a renúncia a valores efêmeros que devem ser sublimados de suas vidas. Assim, na radicalidade do Evangelho, indo aparentemente contra as concepções modernas de sociedade, onde detectamos grande egocentrismo, banalização do sexo, individualismo e apego aos bens materiais, os toqueiros e filhas da pobreza professam seus votos afirmando compromissos de vida com a prática da pobreza, castidade e obediência. “Nosso objetivo é viver uma vida religiosa de auxílio aos mais necessitados e diariamente nos ensinamentos de Cristo e pautados pelos votos, nos encontrarmos com Deus”, explica o irmão João Batista, membro da Toca em Belo Horizonte.

Os Votos

O voto de pobreza pode ser entendido como um voto em que o irmão consagrado se contenta humildemente com o necessário e esquece-se do supérfluo. Reparte o que tem e não cobiça aquilo que os outros possuem. É uma maneira sóbria de viver com simplicidade, sem ostentação e consiste em solidariedade com aqueles que têm ainda menos. É viver destituído de posses e praticar o desapego. “Viver na pobreza, é também colocar o tempo, os dons e nossos talentos a serviço da comunidade e da Fraternidade”  conta,  irmã Samira do Sítio Tão Sublime Sacramento, em Betim.

O voto de castidade é uma opção por uma vida sem casar, sem sexo e sem masturbação. “Sem o casamento e praticando o desapego da carne trabalha-se o espírito. O voto de castidade para mim não é problema, entrei para a Toca com 16 anos, não tive muita experiência. Sinto que ocupo muito melhor a mente, espírito e corpo com as coisas de Deus”  relata a noviça Tamires.
Deixando-se seduzir pelo Senhor, os membros da Toca renunciam ao matrimônio para se dedicarem a um único amor: o amor aos mais necessitados.

O voto de obediência, é o exercício de aceitar uma hierarquia estabelecida pela Fraternidade. É uma obediência ao plano de Deus, aos ritos e as consagrações. “A obediência consiste numa profunda atitude de escuta do que Deus fala no dia-a-dia” – explica o irmão Jeremias, membro da Toca de Assis, no bairro Enseada das Garças em Belo Horizonte.

ilustração por Joana Féres Ferreira, Toca de Assis

ilustração por Joana Féres Ferreira, Toca de Assis

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Outras Questões

Onde estão os “Franciscos”?

Por Jesus Sérgio

Ao pesquisar sobre a vida de Francisco de Assis que viveu na Itália por volta do ano 1200, comecei a refletir sobre a questão. Se o modo de viver de Francisco deixou muita gente perplexa naquela época, hoje não seria diferente. Talvez até pior. Para além da questão religiosa, o exemplo do Santo é muito mais ética e responsabilidade com a vida e o planeta. Francisco pregava a justiça social e somos obrigados a conviver com um mar de corrupção. Ele amava a natureza e atualmente o planeta grita por socorro. É claro que não queremos (ou nem acreditamos) que aqueles que estão no poder distribuam seus bens e de suas famílias como fez Francisco. Porém, se eles não enrriquecessem a si mesmos e também suas famílias com o dinheiro público já seria algo admirável. Sim, porque ser honesto com o dinheiro dos outros já seria um milagre. Não presenciamos isto todo dia. Ao contrário. Também os ambiciosos, não precisariam amar os passarinhos, o sol, a lua como o “bem aventurado”. Se não destruíssem, seria o bastante. Em nome de uma ganância estúpida já estamos pagando um preço alto. O planeta é nosso e não vivemos fora dele, é óbvio. Quem sabe um dia o exemplo de Francisco incomode os poderosos e eles possam refletir também. Somente a reflexão por enquanto.Então já poderíamos sonhar com o milagre.

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Pastoral de Rua, à serviço do próximo

De rua em rua, de esquina a esquina eles seguem, saem à  procura daqueles que necessitam de atenção, respeito e doses de carinho

Por Augusto César Fortes


Partindo da Avenida Paraná no Centro de Belo Horizonte, o grupo reunido se divide em duas equipes para alcançar o maior número de moradores de rua possível. Nestas equipes, divididas entre toqueiros e leigos, o serviço é iniciado assistindo os “irmãos de rua”, assim chamados por eles, levando alimentos, geralmente suco e um lanche, e auxiliando não só na higiene pessoal cortando cabelo e aparando barbas e unhas, como também psicologicamente em conversas sobre a vida pessoal de cada um e o fator culminante para a sua chegada até as ruas. Essas pastorais contam com a ajuda dos leigos, “irmãos que abraçam a causa da caridade e auxiliam nas pastorais de rua pelo simples ato fraterno de ajudar e fazer em prol de quem pouco tem condições”, segundo a definição do Irmão João Batista, toqueiro consagrado a cerca de 8 anos.

De acordo com o senso realizado em 2006 e dados obtidos pelo site do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Belo Horizonte tinha registrado, nesse mesmo ano, 1.164 moradores de rua. Em relação ao número de habitantes da metrópole, este dado chega a ser ínfimo, uma vez que Belo Horizonte possui cerca de 2.452.617 de habitantes, mas levando em consideração de que se tratam de mulheres, homens, crianças, adolescentes, idosos. São mais de 1.000 pessoas marginalizadas e à mercê da fome, dos maus tratos e do descaso da sociedade. E é dentro desta visão humana que atua a Pastoral de Rua dos irmãos da Toca de Assis.

As pastorais acontecem as terças e sextas-feiras e são distribuídas em dois horários: nas terças são realizadas durante o dia e nas sextas no perído da noite.
Segundo Maria Gorete, uma das leigas chamada entre o grupo de Margô, o papel dos leigos é muito importante, pois nem sempre a Toca possui todo o aparato necessário para a Pastoral. Com o coração aberto, os leigos doam recursos para a preparação dos lanches e para a compra de medicamentos necessários para os primeiros-socorros, assim como também percorrem todo o trajeto junto aos irmãos consagrados ajudando-os.
Durante a noite de sexta-feira dia 02, cerca de 30 moradores de rua foram atendidos pelas duas equipes que seguiram pelo centro da cidade. Entre os irmãos de rua que receberam auxílio, alguns inclusive já familiarizados aos leigos e toqueiros, apresentavam grandes histórias de vida e chegaram às ruas por meio das drogas e do álcool, na maioria dos casos.

O toqueiro João Batista ainda conta que alguns irmãos de rua foram acolhidos pela Toca de Assis em suas casas fraternas e ao longo da estadia, passaram a fazer parte da casa como membros e hoje são irmãos consagrados, assim como ele. Outros, porém, não se habituaram ao fato de terem uma cama, alimento, higiene e cuidados com a saúde e acabaram voltando para as ruas. Mas um dos fatos mais alarmantes durante a reportagem feita é a concordância entre muitos irmãos de rua que preferem as ruas aos albergues, onde afirmam terem recebido maus tratos, segundo depoimento colhido entre eles.

As Pastorais acontecem semanalmente e todos que quiserem acompanhar o trajeto realizado pelos toqueiros e leigos serão bem vindos e aceitos por eles. Para conhecer e entender o trabalho feito pelos Toqueiros, foi realizado o acompanhamento à Pastoral de Rua no dia 2 de outubro de 2009.


foto Irmão João Batista , Irmã Tamires juntamente com os Irmãos de Rua

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Companheiros na fé

Quem são as pessoas amigas da “Toca de Assis” que auxiliam os toqueiros na assistência aos miseráveis

Por João Paulo Costa Jr.

Eles são anônimos e preferem que seus trabalhos de assistência aos mais necessitados também continuem no anonimato. São estudantes, funcionários públicos, professores, pessoas com poder aquisitivo elevado, ex-viciados em drogas, pais de família, filhos e irmãos que se misturam abdicando de seus tempos livres para fazer o bem sem esperar retorno. Desejam apenas, em nome de Cristo, levar ajuda a quem precisa. Estas pessoas são os Leigos da Toca de Assis.

Os Leigos e Leigas da Toca acompanham os toqueiros no auxílio aos moradores de rua, amenizam  dores de doentes e dão conforto moral às pessoas oprimidas e marginalizadas. Vivem o “carisma  franciscano” de auxílio e amor ao próximo sem, contudo, professarem os votos de castidade,  obediência e pobreza dos filhos da Toca de Assis.Podem ser encontrados nas Pastorais de Rua  realizadas pelos  toqueiros  ou numa casa fraterna da Toca de Assis. Sempre trabalhando com o  coração  aberto e enorme disposição em ajudar os pobres, os doentes e os abandonados. Eles não  vivem uma vida  religiosa consagrada, mas “são membros conscientes do povo de Deus”, conforme    afirma Marcus, 28,  leigo que trabalha na Casa Aliança São José, no bairro Enseada das Garças, em Belo Horizonte.

Seus trabalhos de auxílio aos toqueiros tornam-se importantes na medida em que confirmam seus carismas e vocações cristãs e realizam e satisfazem seus corações. “Acredito que Cristo foi o homem que mais bem fez para a humanidade e meu trabalho é inspirado por sua obra. Sigo minha vocação de ajudar. Todo cristão que ama a Igreja deve amar também algum trabalho voluntário. Ajudando aos irmãozinhos de rua, sinto-me realizado e verdadeiro filho de Deus”, afirma convicto Jeverton de Araújo (foto acima), 24, Técnico em enfermagem e praticante da Pastoral de Rua da Igreja São José.

Todas as quartas-feiras, Araújo segue seu trabalho assistencial com a Pastoral Jovem Católica da Igreja São José e nas sextas-feiras se junta ao grupo de toqueiros para ajudar os moradores de rua da capital mineira. “Nas quartas faço evangelização e nas sextas cuido de feridas em braços, pernas e pés dos moradores de rua. Os alimento e os ouço, que é o mais importante. Gosto de cortar cabelo também”, brinca Araújo. Os serviços dos Leigos ainda se estendem à catequese, obras sociais, coordenação de pequenos grupos de comunidades de base, reflexão e oração em grupos.

Foto: Irmão Ágape e o ex- Toqueiro, hoje leigo ajudante da Toca de assis Marcus

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“Senhor o que queres que eu faça”? (São Francisco de Assis)

O chamado de Deus bate a porta, como é a aceitação e as renuncias do filho escolhido para essa missão

Por Débora Gomes

 

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Dentre as perguntas mais frequentes quando o assunto é os seguidores de São Francisco de Assis, há um maior destaque para a questão da escolha. Jovens que abandonam os caminhos mundanos para se dedicar ao amor pelo outro, vivendo com  simplicidade usufruindo apenas do necessário para a sobrevivência.

Quando se fala em escolha, a resposta dos “Toqueiros” é sempre a mesma: não é escolha, mas sim um chamado de Deus. Esse chamado se dá de diferentes maneiras, mas todas se resumem numa presença forte de Deus em seus corações, que vai crescendo aos poucos, lhes apresentando suas verdadeiras vocações. Irmão Petrus explica como se dá o chamado: “O chamado se dá como um namoro. É como quando você vê a pessoa pela primeira vez e sente algo diferente por ela. Aí você vai conhecer, compreender e se apaixonar aos poucos, até perceber que não pode mais viver sem ela. Assim é o chamado: não é feito como uma escolha, em que acordo pela manhã e digo que quero servir a Deus. Mas é como se Ele entrasse aos poucos em nosso coração, nos mostrando uma riqueza não material, mas uma riqueza de espírito que alimenta a alma.”.

O ‘chamado’ é sinônimo de vocação. O vocacionado não escolhe hora nem idade e atinge tanto homens quanto mulheres, sem discriminação. Para alguns, o chamado age com clareza e certeza, tornando mais fácil e rápida sua aceitação. Para outros, no entanto, o processo é mais demorado, como nos conta Irmã Mônica: ” A principio não compreendi. E não segui. Só resolvi atender ao chamado quando percebi que era mesmo minha vocação e que se eu não o aceitasse, nada na minha vida e nem da minha família iria para frente.”

Os Toqueiros vivem seus dias mergulhados e preenchidos pelo amor de Deus, encontrando nele a direção e a maneira de ajudar ao próximo, levando o amor, ao qual são chamados a viver.

Irmã Maria dos Anjos, explica sobre o Chamado de Deus:

PASTORAL VOCACIONAL FEMININA
E-mail: pvnacionalfeminina@tocadeassis.org.br

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PASTORAL VOCACIONAL MASCULINA
E-mail: pvnacionalmasculina@tocadeassis.org.br

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