Neo Entrevista

Mãe é sempre Mãe

‘‘Hoje ela transmite o amor de Deus. Está bem, feliz e a alegria dela é minha também’’ diz sorrindo Maria Luzia

Por Iara Fonseca

Silvânia Fortunato Mara, uma moça normal como outra qualquer. Vivendo uma adolescência em extremo processo de transformação diária, não suportava esperar: vivia apenas o presente esquecendo de tudo. Buscava apenas aproveitar e curtir a vida. Maria Luzia Fortunato Mara, 57 anos, aposentada. Mãe de quatro meninas, incluindo Silvânia Fortunato (a Irmã Jacinta),  em entrevista ao grupo Neotidir.

“Minha filha dava muito trabalho e eu ficava muito triste com as atitudes dela. Já estava viúva, com quatro moças dentro de casa. Silvania estudava a noite e começou a tomar gosto pelo tipo de vida que o mundo nos oferece. Então ela disse: “Quero ter um filho mas para a senhora cuidar e não quero casar”. Então me peguei chorando quando iniciei uma conversa com Deus: “Ô meu Deus, o que será da minha filha? Se fôr pra ela levar uma vida assim, prefiro vê-la em um convento’’.

Neotidir: Quando sua filha iniciou a vida consagrada na Toca de Assis?
Entre os dezoito e dezenove anos minha filha foi conhecer a Canção Nova com sua irmã caçula. Chegou em casa maravilhada com tudo que tinha ocorrido entorno dela. Me disse que sentiu um forte chamado de Deus: “Vem me seguir”, disse que era sério e que naquele momento estaria deixando tudo para seguir Jesus, tendo minha aprovação ou não, pois se encontrava nas mãos de Nosso Senhor.

Neotidir: Como foi a reação da mãe Maria, no momento da anunciação da vocação?
Eu fiquei assustada e como mãe, é claro que é assim… A principio não fiquei muito feliz, tive medo. Mas esse amor a Deus me chamava atenção. Mesmo assustada, sem saber o que era esse chamado e depois de ficar perdida imaginando, não impus nada e aceitei mesmo com todas as dificuldades.

Neotidir: Como foi a aceitação do votos?
A aceitação foi bastante difícil, porém o amor de Deus me impulsionou me levando também junto a ela. Assim veio a aceitação: com muito sofrimento, porque eu como mãe não deixei de sofrer ao ver minha filha abandonar tudo para seguir Jesus.

Neotidir: Como foi a aceitação da família perante a escolha da Irmã Jacinta?
Não foi simples. Suas irmãs choraram muito, todos nós choramos. Eu estava viúva e um tanto frágil, mas aos poucos fomos compreendendo.

Neotidir: Hoje como está a relação familiar?
Nós respeitamos muito a entrega na missão, não a encomodamos deixando-a sempre  livre para servir a Deus.Ela me liga de mês em mês, nosso encontro é de ano em ano e quando nos vemos é muito gostoso. Dessa forma, mato a saudade.

Neotdir: Por quais estados e cidades ela já esteve em missão?
Rio de Janeiro, Santos no estado de São Paulo e Londrina, no Paraná.

Neotidir: Você era de alguma religião?
Eu já era católica, mas minha fé se encontrava adormecida. Sentia que faltava algo dentro de mim, porém não sabia o que era. É como se eu já tivesse um desejo muito grande de encontrar Deus e minha filha me apontasse o caminho para onde ir. Através dela conheci a Toca e ali percebi a beleza de Deus, de Jesus. Comecei a ajudar como leiga na Pastoral de Rua e cozinhando em festas para os moradores de rua.Assim como a mãe Maria Luiza, Aparecida Campos nos conta como foi aceitar o chamado de Deus a seu filho Irmão Jeremias:

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