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Alunos do Instituto de Comunicação e Artes – UNA, recebem premiação pelo tema abordado: “Instituto dos filhos e filhas da pobreza do Santíssimo Sacramento”, Toca de Assis.


Estudantes de Jornalismo do Centro Universitário UNA receberam ontem, 26/11, o prêmio de melhor Trabalho Interdisciplinar Dirigido do ICA (Instituto de Comunicação e Artes) em Belo Horizonte, MG.
Após meses de estudo, os alunos Ana Sandim, Débora Gomes, João Paulo Costa Jr., Iara Fonseca e Raphael Jota(foto), presentes na premiação do Expo UNA, representando o restante do grupo, saíram da Serraria Souza Pinto felizes e emocionados, tanto pelo que aprenderam com a execução do trabalho quanto pela satisfação de levar a informação a todos os presentes no estande 95 na noite do dia 25. A apresentação, ministrada pela escolhida do grupo Ana P. Sandim e o sorteado João Paulo, teve início ao som do violino e a Oração de São Francisco de Assis. Na banca, estava o professor João Guilherme Dias e o orientador do trabalho professor Aurélio. Os Irmãos da Toca de Assis também prestigiaram o trabalho dos estudantes, além do grande número de pessoas, entre professores, alunos e visitantes, que se juntaram para assistir a apresentação.
Se você perdeu a primeira apresentação, hoje (27/11), as 19 horas no Campus Aimorés na rua Aimorés 1451, Lourdes, Belo Horizonte, será realizada uma segunda apresentação do grupo juntamente com os vencedores dos outros Campus, aberta para todos.
Vale a pena conferir!



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Apresentando um irmão específico

Irmão Ictus

De um lado a família, do outro o desejo grande de ajudar ao próximo


Por Débora Gomes

Filho de comerciantes, Fábio Pereira vivia em Recife, PE, juntamente com mais 12 irmãos. Quando criança, dava mercadorias do armazém de sua mãe para quem não podia comprar. E hoje,com 24 anos, sendo 7 de vida missionária e 2 de vida consagrada, é irmão Ictus e se divide nas diversas tarefas diárias da Casa Fraterna Aliança São José.
Após conhecer sobre a vida de São Francisco de Assis, por meio de um amigo que entrara para a Toca e faltando pouco mais de um mês para completar 18 anos, Fábio resolveu fugir de casa para se tornar um toqueiro. “Minha família não aceitava minha decisão, minha mãe ficou doente, mas eu tinha que escolher”, afirma o irmão. E escolheu seguir os caminhos de Deus, que tocou seu coração atravéz de um desejo grande de ajudar ao próximo. “Todos os dias eu perguntava a Deus: onde vou ser feliz e como? Aprendi que só poderia ser feliz ajudando ao próximo, meu chamado surgiu em favor do próximo”, afirma, lembrando também que sempre foi muito apegado a mãe e que a saudade aumenta ainda mais nos finais de ano, época em que costuma vê-la.
Além da renúncia a família, os toqueiros passam também pela renúncia ao seu lugar de origem. Devido a vida missionária, podem ficar anos em uma única casa fraterna, como podem também permanecer apenas dias em determinada cidade. No caso de Irmão Ictus, não foi diferente. Acostumado com o sossego do Nordeste, passou por grandes dificuldades para se adaptar em cidades grandes como Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro. O irmão afirma ainda que cada dia é uma renovação, um aprendizado novo e por isso, todos os dias pergunta a Deus como está e como deve ser, para que Ele lhe dê uma direção a cada novo dia.
Apesar de se dar bem com a mãe, irmão Ictus nunca se deu muito com o pai. Após a vida missionária, passou a amá-lo mais e em abril deste ano, passou os 40 dias da Quaresma cuidando dele, que estava doente. Emocionado, o irmão conta que ao chegar em casa, o pai sorrindo, compreendeu que ele tinha chegado, mas não para ficar. “Ele confiava no lugar em que eu estava, sabia que era um lugar bom.”, conta. Sem saber o que fazer, tendo em vista que o pai poderia viver anos, semanas ou dias, resolveu voltar para a Toca assim que seu pai recebeu alta. 12 dias depois, o pai faleceu, vítima de câncer. Apesar da tristeza pela morte do pai, Irmão Ictus diz que ficou feliz, pois se reconsiliaram.
Hoje, quando visita a família, vive momentos de descontração e alegria: “Quando chego lá fica a confusão. Minhas tias sempre perguntam: como a gente vai te chamar? Ictus ou Fábio? Aí eu digo que pode chamar do jeito que quiser mesmo”. O irmão conta ainda que tenta, o máximo que pode, se distanciar da vida como toqueiro quando está em casa: “Eu gosto de andar descalço e dormir no chão. Quando vou para casa, uso chinelo e durmo na cama que minha mãe prepara, para não assustá-la. As pessoas pensam que aqui a gente leva uma vida ruim, mas não é assim. Estamos aqui porque queremos estar, para servir a Deus e ao próximo”, completa o irmão, sempre com seu sotaque nordestino e um sorriso doce no rosto.


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Renovação de votos

Ocorreu no dia 14 de novembro a renovação de votos dos membros da Toca de Assis de Belo Horizonte.Foram quinze irmãos, que mais uma vez renovaram seu compromisso perante a população e a Igreja católica. Estavam presentes Irmão Gabriel, atual ministro geral da congregação e o Dom Walmor Oliveira de Azevedo, arcebispo metropolitano de Belo Horizonte.Uma vez no ano acontece renovação dos votos de pobreza, castidade e obediência até chegar ao sétimo ano, quando o toqueiro efetua sua escolha final: o chamado ‘perpétuo’ ou seja, vitalício.

Natal do Senhor

Todos os anos, a Toca de Assis promove o Natal do Senhor. Com a ajuda de leigos e voluntários, os toqueiros dão aos moradores de rua uma verdadeira celebração natalina, com direito a corte de cabelo, banho e roupas limpas. “É uma pastoral de rua em dimensões maiores, mais concentrada”, explica um dos irmãos. À noite, é servida a ceia acompanhada de orações, agradecimentos e satisfação no rosto dos imãos de rua.

O Natal do Senhor acontece com a ajuda de doações, que podem ser feitas diretamente na casa ou através de depósito bancário.

Quer ajudar?

Casa Fraternidade de Aliança São José
Banco: Caixa economica Federal
AG:1640001
Conta Corrente: 30120.6
Em nome: Conceição Bensica Mourão

Conheça a Toca de Assis,  rua dos Flamingos, 96, Enseada das Garças. Belo Horizonte -MG Telefone (31)3441-9607

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Neo Entrevista

Mãe é sempre Mãe

‘‘Hoje ela transmite o amor de Deus. Está bem, feliz e a alegria dela é minha também’’ diz sorrindo Maria Luzia

Por Iara Fonseca

Silvânia Fortunato Mara, uma moça normal como outra qualquer. Vivendo uma adolescência em extremo processo de transformação diária, não suportava esperar: vivia apenas o presente esquecendo de tudo. Buscava apenas aproveitar e curtir a vida. Maria Luzia Fortunato Mara, 57 anos, aposentada. Mãe de quatro meninas, incluindo Silvânia Fortunato (a Irmã Jacinta),  em entrevista ao grupo Neotidir.

“Minha filha dava muito trabalho e eu ficava muito triste com as atitudes dela. Já estava viúva, com quatro moças dentro de casa. Silvania estudava a noite e começou a tomar gosto pelo tipo de vida que o mundo nos oferece. Então ela disse: “Quero ter um filho mas para a senhora cuidar e não quero casar”. Então me peguei chorando quando iniciei uma conversa com Deus: “Ô meu Deus, o que será da minha filha? Se fôr pra ela levar uma vida assim, prefiro vê-la em um convento’’.

Neotidir: Quando sua filha iniciou a vida consagrada na Toca de Assis?
Entre os dezoito e dezenove anos minha filha foi conhecer a Canção Nova com sua irmã caçula. Chegou em casa maravilhada com tudo que tinha ocorrido entorno dela. Me disse que sentiu um forte chamado de Deus: “Vem me seguir”, disse que era sério e que naquele momento estaria deixando tudo para seguir Jesus, tendo minha aprovação ou não, pois se encontrava nas mãos de Nosso Senhor.

Neotidir: Como foi a reação da mãe Maria, no momento da anunciação da vocação?
Eu fiquei assustada e como mãe, é claro que é assim… A principio não fiquei muito feliz, tive medo. Mas esse amor a Deus me chamava atenção. Mesmo assustada, sem saber o que era esse chamado e depois de ficar perdida imaginando, não impus nada e aceitei mesmo com todas as dificuldades.

Neotidir: Como foi a aceitação do votos?
A aceitação foi bastante difícil, porém o amor de Deus me impulsionou me levando também junto a ela. Assim veio a aceitação: com muito sofrimento, porque eu como mãe não deixei de sofrer ao ver minha filha abandonar tudo para seguir Jesus.

Neotidir: Como foi a aceitação da família perante a escolha da Irmã Jacinta?
Não foi simples. Suas irmãs choraram muito, todos nós choramos. Eu estava viúva e um tanto frágil, mas aos poucos fomos compreendendo.

Neotidir: Hoje como está a relação familiar?
Nós respeitamos muito a entrega na missão, não a encomodamos deixando-a sempre  livre para servir a Deus.Ela me liga de mês em mês, nosso encontro é de ano em ano e quando nos vemos é muito gostoso. Dessa forma, mato a saudade.

Neotdir: Por quais estados e cidades ela já esteve em missão?
Rio de Janeiro, Santos no estado de São Paulo e Londrina, no Paraná.

Neotidir: Você era de alguma religião?
Eu já era católica, mas minha fé se encontrava adormecida. Sentia que faltava algo dentro de mim, porém não sabia o que era. É como se eu já tivesse um desejo muito grande de encontrar Deus e minha filha me apontasse o caminho para onde ir. Através dela conheci a Toca e ali percebi a beleza de Deus, de Jesus. Comecei a ajudar como leiga na Pastoral de Rua e cozinhando em festas para os moradores de rua.Assim como a mãe Maria Luiza, Aparecida Campos nos conta como foi aceitar o chamado de Deus a seu filho Irmão Jeremias:

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Outras Questões

Qual a identidade?

Por João Paulo Costa Jr. e Raphael Jota

Modernas Transformações

A identidade está sempre em formação sendo criada ao longo dos anos num contínuo processo de mudança. Na modernidade e especialmente no âmbito religioso, não é diferente. E hoje talvez os processos de mudanças dos indivíduos sejam ainda mais acentuados, na medida em que é assimilado um grande volume de informações culturais e de novas tendências. Estas tendências num mundo extremamente individualista podem gerar “crises de identidade” e necessidades de alguns em não viver na materialidade egóica dos dias modernos.

Afirmando identidades

Os indivíduos, para se afirmarem como tal, buscam viver uma vida pautada na diferença. Sob este aspecto, a sensibilidade dos toqueiros recupera velhos elementos tradicionais e cria novas formas estéticas de expressões, que reafirmam a necessidade de apaziguar conflitos interiores do indivíduo. E pelo que verificamos, o processo de afirmação da identidade dos toqueiros subentende novas escolhas de perspectivas de vida, ideologias, valores, costumes e modo de viver pelos exemplos cristãos.

É fácil observar grupos que se juntam por afinidades para criar uma identidade coletiva e ao final uma identidade singular, una e personalíssima. A exemplo dos toqueiros, os punks, os emos, os surfistas, osskin heads, as juventudes evangélicas, os skatistas, os metaleiros, os clubers, os agroboys, os regueiros,entre muitos outros grupos, todos se juntam por afinidades para se afirmarem na construção e na desconstrução de suas identidades pautadas por valores que lhes são peculiares. São modismos, cabelos diferentes, roupas e indumentárias incomuns para chocar, afirmar ou reafirmar a fragmentação de velhos e novos valores de nossa sociedade que estão sendo constantemente absorvidos, reinventados ou sublimados.

Após todo o processo de postulação e consagração, os filhos e filhas da pobreza do santíssimo sacramento deixam seus nomes civis para trás, passando a assinar um nome religioso e personificar nele próprio os ideais da vocação que sentiram pulsar em seus corações e espíritos. Em cima deste mesmo nome religioso encontram e afirmam suas identidades na medida em que (ao nosso ver), preenchem lacunas de uma outra identidade que existia anteriormente.

A ruptura e desconstrução

Em nossa visão de leigos, os irmãos e irmãs não só deixam suas famílias, carreiras profissionais e amores para trás. Numa ruptura visceral, assumem a postura de uma vida consagrada a favor do próximo, descontruindo o que viveram outrora e embasados nos votos de pobreza, castidade e obediência controem uma identidade “reformada” com um apelo racional fortíssimo de mudança de postura ao assumirem uma concepção de identidade diversa do que a sociedade atual nos cobra viver.

Assim, indo ao contrário da maioria dos jovens, os toqueiros reinventam valores antigos de linguagens para se afirmarem na atualidade com novas formas de relacionamentos com a materialidade, com o sexo e o sagrado, sempre pelo viés da emoção e fé, rompendo o pré-estabelecido.

Os ícones de referência

Para se afirmarem, ao nosso ver, os toqueiros e irmãs da pobreza vêem seus sacrifícios como o arcabouço de suas identidades nutridas por uma certa veneração ao Pe. Roberto Lettieri, visto como um santo vivo. Estes jovens cultuam São Francisco de Assis e Lettieri como exemplos. Mas será que os outros grupos também não fazem o mesmo? À sua maneira, lógico, mas também cultuam ídolos do rock, da música, da política, da arte, da televisão, do ramo dos negócios etc, sempre buscando modelos de referência. A diferença entre os toqueiros e outro grupo qualquer talvez seja somente o apelo à religiosidade. Mas, todos buscam referências comportamentais de acordo com o que pensam e almejam da vida.

O crescimento da Toca

Após quase quinze anos de vida, a Toca de Assis no Brasil encontra-se em franco crescimento. Acreditamos que isto se deve ao fato de que é uma fraternidade que inspira aos jovens seguidores, novas e velhas expressões de comportamento com modelos ideológicos reinventados e adaptados para os dias atuais. Talvez consigam passar respostas concretas para as buscas de referências destes jovens, que se afinam com o ideal cristão e com um modelo comportamental, a partir do qual contestam também o mundo plural em que vivemos.

A pergunta é:

É válido contestar a personalidade que os toqueiros tinham antes de se consagrarem na Fraternidade?

Explicamos: antes de se consagrarem eles eram Rodrigos, Natálias, Jefersons e Jéssicas. Após a consagração, eles assumem outro nome: um nome religioso. E aí deixamos o questionamento: esta postura de materializar outro nome e novas posturas constrói ou desconstrói a identidade primeira que eles possuíam? E a bagagem que traziam antes ainda os influencia? Quem teve experiências em ter bens materiais, carreiras profissionais e experiências sexuais consegue se desvencilhar totalmente do mundo anterior, em face dos votos de castidade, pobreza e obediência?

Essas são questões que essa primeira aproximação não é suficiente para respondê-las, mas esperamos que como estudantes de jornalismo possamos sempre fomentar e levantar discussões em torno da sociedade em que vivemos.


Fonte de pesquisa: HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. 11ª ed.Rio de Janeiro: Editora DP&A, 2006.

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Neo Entrevista

Warley Rocha, um jovem simpatizante da Toca de Assis, nos conta em entrevista suas experiências vividas na Fraternidade. Natural de Vitória da Conquista, Bahia, tem 20 anos, e hoje se encontra desempregado.

Warley e Ir. Maria de Fátima

Entrevista concedida a João Paulo Costa Jr. e Raphael Jota

Neo Entrevista: Qual sua opinião sobre a toca de Assis?
Warley:
A Toca é obra de Deus, semeada no coração do Pe. Roberto. Ela hoje é a manifestação da pobreza. Por excelência, nos ensina a amar a Igreja Católica e a amar os irmãos de rua como se fosse o próprio Jesus.

Neo Entrevista: Você era toqueiro?
Warley: Fui apenas vocacionado externo.

Neo Entrevista: O que é ser “vocacionado externo”?
Warley: É fazer acompanhamento vocacional por cartas. Depois participamos de dois encontros, um regional e o outro nacional. E vocacionado interno é fazer uma experiência de seis meses ou um ano dentro da Toca.

Neo Entrevista: Por que não chegou a entrar para a Toca?
Warley: Eu senti o chamado à vida sacerdotal e a Toca é um instituto não-clerical. Ou seja, os religiosos da Toca não podem receber o Sacramento da Ordem, com exceção do Padre Rogério. Essa decisão foi colocada no coração do fundador como regra de vida do carisma. Mas isso não impede que um Sacerdote que se sinta chamado a ser um Filho da Pobreza se torne um Toqueiro.

Neo Entrevista: E o que você pretende fazer?Seguir a diaconato?Será padre?
Warley: Eu me sinto chamado a me consagrar como celibatário, não sei exatamente se como Sacerdote ou apenas religioso. Tudo isso deposito nas mãos do Senhor. Pois é a Ele que pertence a minha vida. Que não se faça o meu querer, mais sim a Santissima Vontade de Nosso Senhor.

Neo Entrevista: Você já ouviu falar algo dentro da toca que deixa alguns toqueiros desiludidos?Você tem conhecimento se existem conflitos de obediência dentro da Fraternidade?
Warley: Alguns não concordaram com a quarta hora de adoração que Pe Roberto implantou dentro da Toca, outros acham que o Pe Roberto é melhor para a liturgia. Mas nada que interfira na consagração deles. Pois o que sai do coração do Pastor preenche o coração das ovelhas.

Neo Entrevista: Vários blogs e ex-integrantes da Toca de Assis nos informaram que às vezes acontecem várias festas com vinhos e cervejas dentro da Toca de Assis. O que um vocacionado externo teria a nos dizer sobre esse assunto?
Warley: Cada um fala o que quer, tenho certeza que você ouviu isso na “MONFORT”. O Sr. Fideli se diz católico, mas foi proibido de entrar em eventos de algumas dioceses, ele não fala pela igreja. Esses tipos de festas que foram mencionadas pela Monfort não passam de mentiras e injúrias contra a Toca de Assis, pois como conservador, ele não aceita esses novos institutos e movimentos que nasceram após o Concilio Vaticano II.

Neo Entrevista: Warley, você considera a Monfort uma ameaça a credibilidade da Toca?
Warley: Ameaça não. Mas acaba prejudicando a Fraternidade e a Igreja Católica, pois ela propaga mentiras não somente sobre a Toca, como de outros Institutos e Movimentos.

Neo Entrevista: O que você achou da ordenação do Pe Rogério para a Toca?
Warley: Uma graça, uma benção! Ele, como co-fundador, é o primeiro Sacerdote gerado no Carisma da Fraternidade. Auxiliará muito o Pe Roberto na direção espiritual da Toca.

Neo Entrevista: Entrevistamos alguns toqueiros que em off nos disseram que não concordam muito com a ordenação do Padre Rogério. Isso ocorre pelo fato de que o Pe Rogério até então “irmão Rafael”, fez voto de pobreza, e um padre tem privilégios como carros, uma verba  e outras coisas que enquanto toqueiro é necessário abdicar. Qual sua visão (alguém que participou ativamente) sobre este comentário dos toqueiros que não quiseram se identificar ?
Warley: Isso não vai interferir em nada. Mesmo ele tendo sido formado pela diocese, ele é consagrado de uma fraternidade, e como consagrado tem seus deveres, e entre estes está o voto da pobreza. Que todos saibam que o a ordenação do Padre Rogério foi aceita pelo Padre Roberto.

Neo Entrevista: Você já conheceu algum toqueiro que transgrediu os votos de castidade?
Warley: Sim. Afinal de contas trata-se de pessoas, e que carregam em si os desejos carnais e acabam cometendo certos pecados. Mas Jesus concedeu a Igreja a graça do Sacramento da Reconciliação (confissão), e que concede a estas pessoas a graça de unirem-se novamente a Deus, e terem uma nova chance. Eles NÃO são anjos e nem santos! Ao contrario: desejam a santidade, e santidade não é ausência de pecado e sim luta constante e reconhecimento que se é HUMANO. Estão sujeitos aos erros.

Neo Entrevista: O que você acha da discografia da Toca? Você curte as músicas da Toca? Qual música você gosta mais?
Warley:
A Toca traz em sua essência a beleza, e entre elas estão as suas músicas. Músicas que me ajudam numa experiência mais profunda do Amor de Deus por mim. Por isso a minha gratidão pelo ministério de música da Toca. São muitas músicas que eu gosto, entre elas está “Coração em Comunhão” e “Fiel Pelicano”.

Neo Entrevista: Você acha possível que no ambiente de recolhimento em que os toqueiros se encontram dentro das Casas Fraternas, pode haver regalias e privilégios para alguns e mais trabalho e mais obrigações para outros?
Warley:
Não. Não acho possivel isso, eles possuem o mesmo trabalho e a mesma espiritualidade. Pra ser verdadeiramente toqueiro precisa viver a RADICALIDADE do Carisma. E o Carisma exige DOAÇÃO!

Neo Entrevista: Você tem conhecimento de algum caso de homossexualismo entre os filhos e filhas da Toca?
Warley:
Sim. É uma realidade, não há como negar essa verdade. O problema está se este vier a viver a prática homosexual, isso é inadimissivel. Não se trata de preconceito e sim de fidelidade ao Evangelho. Pois todo homosexual deve ser amado e respeitado, e é convidado a viver a castidade, como todo e bom católico.

Neo Entrevista: Na sua visão quais são as principais deficiências da Fraternidade Aliança Toca de Assis?
Warley:
Quando se trata de Carisma eu me calo. O Carisma é Dom de Deus. O problema não está no Carisma, pois este é santo, o problema está no “vaso de argila” que o carrega. Por causa da sua frágil humanidade.

Neo Entrevista: Como você vê o futuro da Toca de Assis?
Warley:
O futuro pertence a Deus. Não se trata do nosso querer, e sim do querer de Deus. A Toca é Obra Dele. Que Ele faça o que quiser. A Toca nasceu do Altar de Deus e dos pobres e deve VIVER para o Altar. Mas desejo profunda que o Carisma não se perca, que se perpetue e mostre para o mundo que Deus está no pobre e é SACRAMENTO.


Neo Entrevista: Como um simpatizante da Toca você gostaria de deixar alguma mensagem para os jovens que desejam ingressar na Fraternidade? Que conselhos você daria para eles?

Warley:
Amados irmãos em Cristo Jesus, que o
Altar seja antes de tudo a Razão Única do vosso viver, que os pobres sejam os seus prediletos.

Se vocês se sentem vocacionados a este belo Carisma não TEMAM! Respondam a este apelo do Bom Deus. Permitam que os vossos corações seja CONSUMIDOS no Altar. Sejam verdadeiramente ADORADORES, é isso que o Pai procura: adoradores em espirito e verdade.

Sejam Jovens DESCOLADOS!

Acreditem que uma nova primavera de santos surge na Igreja! Que suas vidas PACTUEM o mundo e PROVEM que é POSSIVEL viver da ETERNIDADE!

Ouçam o que o nosso Grande Deus e Senhor diz: “quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; mas, quem perde a sua vida por causa de mim e da Boa Notícia, vai salvá-la. (Mc 8, 34-35).

Pois “a pregação da cruz é loucura para os que se perdem, mas para os que são salvos, para nós, ela é força de Deus. Pois está escrito: ‘Destruirei a sabedoria dos sábios e confundirei a inteligência dos inteligentes’. Onde está o sábio? Onde o escriba? Onde o disputador desta era? Aliás, Deus não reduziu a loucura a sabedoria deste mundo? De fato, pela sabedoria de Deus, o mundo não foi capaz de reconhecer a Deus através da sabedoria, mas, pela loucura da pregação, Deus quis salvar os que crêem.” (I Cor 1, 18 – 21)

Obs.(Por favor, deixe as palavras em letra maiúscula, sublinhadas e coloridas, pois isso expressa o que eu  verdadeiramente sinto em relação a elas.)

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As Vestes

Conheça as diferentes etapas pelas quais os Toqueiros passam antes de se tornarem Irmãos Consagrados


Por Ana Paula P. Sandim e  Débora Gomes

Os Toqueiros são reconhecidos nos lugares em que passam devido a maneira peculiar e característica de se vestirem. A cor marrom de suas vestes, as sandálias de couro ou chinelo Havaiana (quando não estão descalços), o cordão amarrado na cintura, a cruz no peito, o véu na cabeça das Irmãs Consagradas e Noviças, o corte de cabelo marcante dos Irmãos Consagrados. Tudo isso lhes concede um destaque maior em meio a multidão.

Até se tornarem Imãos (ãs) Consagrados, os Toqueiros passam por fases de transição.

Em cada fase, mudam-se as roupas e o significado das mesmas.
A primeira etapa, conhecida como vocacionado, dura cerca de seis meses. Nela, o jovem é ‘avaliado’ pelos Irmãos Consagrados, afim de descobrir se há mesmo vocação para a vida religiosa. Nesta fase, conhecida também como a fase da experiência, tanto  os homens quanto as mulheres usam camisetas com o nome da Toca, diferenciando-se na saia para as vocacionadas e calça para os vocacionados, ambos na cor marrom.

Vocacionado

Na próxima etapa, o jovem permanece por cerca de um ano: a etapa de aspirante. Nela, as vestes se igualam para ambos: marrom, com uma cruz que simboliza o Instituto Filhos e Filhas da Pobreza do Santíssimo Sacramento e os três votos (castidade, obediência e pobreza). Nessa fase também, é conhecido o TAU, uma espécie de crucifixo no formato de letra “T” que significa escolhido de Deus.


2ª Etapa e TAU


A terceira etapa, postulante, é um tempo para o jovem refletir e amadurecer sua vocação. É dividida em dois anos, sendo que no primeiro, além da veste marrom, há também o manto dos pobres (ou Jingle). No segundo ano (quarta etapa) a veste ganha um capuz, que simboliza a mendicancia.


3ª Etapa

O noviciado é a próxima etapa. Nela, os jovens religiosos, sob os cuidados dos Mestres ou Mestras de Noviços (as), se preparam por um há dois anos, para receber a consagração, a afirmação de seus votos. Para as Noviças, véu branco e hábito todo marrom. Os Noviços, hábito também marrom, mas com capuz. Para ambos, cíngulo (cordão amarrado na cintura) sem nó e a cruz de Noviços.


4ª Etapa

Por último, a etapa de Consagração. Nela, os jovens afirmam seus votos, mudam seus nomes e passam a ser Irmãos: os Irmãos Consagrados. As vestes em dois tons de marrom, o cíngulo com os três nós representando os três votos (obediência, castidade e pobreza), o crucifixo dos Consagrados, o véu marrom para as Irmãs e a tonsura (corte de cabelo, que representa a coroa de Cristo) para os Irmãos.

Crucifixo dos Consagrados

Ilustrações feitas por Joana Féres Ferreira

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